Concorrência, também na internet

Há poucos dias um potencial cliente partilhou comigo uma análise que fez sobre o posicionamento do site da sua empresa na Google quando procurava algumas palavras-chave relevantes para o seu negócio. E fez o seguinte comentário, que transcrevo:

«Notei que um dos nossos concorrentes – concorrente A – aparece na generalidade dos casos muito bem posicionado e, para minha estranheza o principal player em Portugal – concorrente B – quase não consta.»

Esta é uma realidade em muitos sectores de actividade. Os concorrentes “de sempre”, os grandes players do mercado, aqueles de quem esperamos uma presença competitiva em toda a linha, nem sempre são os concorrentes na internet.

Muito antes de existir internet já existiam empresas, já se vendiam produtos e serviços, já existiam muitas das empresas que estão no activo hoje. E, naturalmente, a internet veio alterar muita coisa mas não substituiu o “mundo real”, complementou-o. As pessoas continuam a gostar de comprar a pessoas, continuam a gostar de visitar e comprar em lojas, continuam a querer falar com pessoas para se aconselharem. Continuam a ler jornais, a ver televisão e a passear na rua. Continuam a partilhar experiências com conhecidos, amigos e familiares e a dar conselhos úteis a essas pessoas. E as empresas não podem descurar essa realidade só porque agora existe a internet.

Mas também não podemos negar que a internet veio alterar alguns dos hábitos das pessoas. Algumas compras são efectuadas directamente online. Muitas vezes antes de se dirigirem à loja para comprar algo, as pessoas já consultaram N sites à procura de informação e da melhor solução para o seu caso. Por vezes não telefonam aos amigos para partilhar uma experiência com um serviço que usaram, mas colocam uma foto e um comentário no Facebook. E as empresas não podem descurar essa realidade só porque não sabem bem o que fazer.

Por todas estas razões, e possivelmente outras, nem todas as empresas são líderes nestes dois mundos – online e offline. Algumas das que sempre apostaram exclusivamente no mundo offlineperguntar-se-ão: somos líderes, porquê mudar a nossa estratégia? Daí que aconteça com alguma frequência as empresas terem dois tipos de concorrentes – os concorrentes na internet e os concorrentes ditos conhecidos, líderes, ou habituais.

Neste mundo onde a concorrência surge de todo o lado, vale a pena perguntar (usando a citação do meu potencial cliente):

  • Quantas oportunidades de negócio está o concorrente B, líder, a perder para o concorrente A, bem posicionado na Google?
  • Quantos potenciais clientes do concorrente B, angariados arduamente offline, consultam a internet após falarem com a empresa, na busca de mais informação sobre o assunto, e encontram o concorrente A como alternativa viável?
  • Quão relevante é a internet neste ramo de actividade específico? Qual o seu papel na pesquisa de informação? E no processo de decisão de compra?

Já verificou quem são os seus concorrentes na internet? Experimente procurar um dos seus produtos ou serviços na Google e veja quem surge na 1ª página. São aqueles que esperava? São os seus concorrentes de sempre? Ou são outros? Conheça-os, visite os seus sites, saiba como se diferenciam da sua empresa? Será que lhe estão a tirar oportunidades de negócio? E será que pode fazer algo para conquistar algumas dessas oportunidades?

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Carlos Venancio

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