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Internet Marketing Success Blog

Vamos falar de Internet Marketing. Partilhamos consigo o nosso conhecimento e experiência!

Anunciar no Google ou anunciar no Facebook?

Carlos Alberto Silva Venancio - Sunday, January 17, 2010
Ou utilizando outros termos, pagar por clique ou por visualização do anúncio? Pagar apenas e só quando temos uma visita ao nosso site ou pagar por um número de impressões, termo utilizado para definir o surgir do nosso anúncio no ecrã do computador dos internautas? E claro, entre outras possibilidades que não vou aqui enumerar, devem as empresas anunciar no Google ou no Facebook quando decidem investir em Paid Search Marketing?

Antes de continuar a emitir a minha opinião gostaria de esclarecer que não tenho qualquer relação privilegiada nem com o Google nem com o Facebook, nem ganho nada em reduzir as possibilidades deste artigo a esses dois gigantes da internet. Faço-o por uma questão de simplicidade, porque serão afinal os dois maiores gigantes actuais da internet, os locais onde os internautas passam mais tempo e porventura as duas empresas que melhor trabalham o Paid Search Marketing. 

Continuando, devem as empresas apostar em colocar os seus anúncios no Google ou no Facebook? E devem de apostar em Pay per Click (PPC) ou em Custo por Mil Impressões (CPM)? Como sempre, depende dos objectivos de cada negócio.

O Google é por definição um motor de busca, ou seja, um local onde as pessoas pesquisam produtos, serviços, artigos, conteúdos, etc. Quer isto dizer que quem vai ao Google normalmente não o faz pelo Google em si, fá-lo para encontrar outros sites com o que procura na internet. O Google não é mais que um intermediário entre os sites que estão na internet e as pessoas que os procuram.

Se o seu objectivo é angariar visitas ao seu site, visitas de pessoas interessadas nos seus produtos ou serviços, e decidiu investir em Paid Search Marketing, o melhor que tem a fazer é investir no Google Adwords. A resposta aos seus objectivos é directa: você coloca o anúncio, as pessoas pesquisam e encontram o seu anúncio e se clicarem e forem ao seu site você paga um valor ao Google. Simples, directo e, deixem-me dizer-vos, eficaz.

O Facebook é por definição um portal social, um local onde as pessoas gostam de passar o seu tempo, muitas vezes tempo de lazer. Um local onde se partilha com os amigos, se conversa e se joga. Ou seja, ninguém vai ao Facebook procurar produtos, serviços, empresas, outros sites. É para isso que serve o Google! O Facebook é um site onde cada visitante vê muitas páginas, pois navegam de um lado para o outro: das páginas dos amigos para a página principal, para as páginas dos jogos, para os Questionários, etc. E em muitas dessas páginas o Facebook reservou um espaço privilegiado para exposição de anúncios.

Se o seu objectivo é divulgação de uma marca, dar-se a conhecer ao público e criar o seu espaço na sua mente, então o Facebook pode ser uma excelente ferramenta. Como disse, ninguém vai ao Facebook procurar uma empresa para comprar o que quer que seja, da mesma maneira que ninguém compra um jornal para esse efeito. Mas o Facebook é óptimo para se conseguirem visualizações, pois cada página que é carregada no Facebook é uma visualização / impressão. Tal como num jornal se considera que cada número vendido é uma visualização / impressão. Agora faça as contas: no Facebook é possível conseguir 100.000 impressões por €15 ou €20!

E quanto à segunda questão: PPC ou CPM? Na minha opinião a resposta é muito semelhante à que dei para a escolha entre o Google e o Facebook. Apostar em PPC quando queremos visitas ao nosso site, queremos acção imediata, conversão. Apostar em CPM quando queremos notoriedade, conquistar espaço na mente do potencial cliente.

E neste momento os mais entendidos estarão a pensar que não podemos relacionar PPC só com o Google, pois também existe no Facebook. Nem CPM apenas com o Facebook pois também existe no Google. E têm toda a razão, mas eu acho que pela sua natureza nem o Google funciona com CPM tão bem como o Facebook, nem este funciona tão bem como o Google em PPC.

Mas, como sempre nisto do Internet Marketing, o segredo está em arriscar, tentar e medir para avaliar os resultados. E depois agir em conformidade. Se você acredita que uma campanha PPC pode ser rentável no Facebook, avance, invista. E se os resultados forem positivos, excelente. O que conta é isso mesmo, os resultados.

De uma coisa não tenho dúvidas, as empresas que decidam trabalhar Paid Search Marketing de uma forma profissional podem conseguir excelentes resultados no mercado. O segredo está em saber que meios melhor se adequam aos seus objectivos e como os utilizar correctamente.
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Podem as empresas ignorar as redes sociais?

Carlos Alberto Silva Venancio - Wednesday, January 06, 2010
Podem, mas plagiando o anúncio da ZON, não é a mesma coisa. Os números são reveladores do impacto das redes sociais na internet e na própria vida das pessoas. Quer as empresas queiram, quer não queiram, quer as empresas estejam nas redes sociais quer não estejam, a realidade é que elas já fazem parte da vida das pessoas, e a realidade é que se fala sobre empresas e marcas lá dentro.

Vi e li informações nas últimas semanas que mostram bem a dimensão deste fenómeno. Segundo o Bareme Internet divulgado em Novembro último pela Marktest, 1,4 milhões de portugueses residentes em Portugal continental com mais de 15 anos acedem habitualmente às redes sociais. Falamos de sites como o Facebook, Hi5, Twitter, MySpace, entre outros. E desengane-se quem pensa que isto é apenas utilizado pelos mais novos, muitos destes 1,4 milhões são adultos.

Vejamos o exemplo eventualmente mais conhecido, o Facebook. Este site tem a sua versão Portuguesa desde Setembro de 2008. Hoje, dados vistos no próprio site, tem 1.230.760 pessoas registadas, das quais cerca de metade o utilizam diariamente. Destes 317.740 têm entre 18 e 24 anos, e pasme-se, 130.720 pessoas registadas têm mais de 45 anos. Não, não é só para os mais novos que percebem destas novas tecnologias. E o Facebook estima que no verão serão cerca de 2 milhões os portugueses registados no site.

Mas porque é que isto pode ser importante ou interessante para as empresas? Para além do número de pessoas reunidas num mesmo local, que por si só representa uma oportunidade de todo o tamanho? Parece que a média de páginas vistas no Facebook por cada utilizador por dia é superior a 50 páginas. Isto significa que o site é um local onde as pessoas passam tempo, vêem coisas, lêem informação. Onde as pessoas trocam ideias, comentam acontecimentos, e claro, falam das suas experiências com marcas, empresas e produtos. Falam bem, e falam mal, mas falam.

As empresas podem optar por ignorar este fenómeno, mas talvez devessem considerar dar-lhe alguma atenção. E claro que não é possível controlar o que se diz de uma marca ou empresa, cada um é livre de dizer o que quiser, como acontece nos Blogs por exemplo. Mas é possível aproveitar esta forma de estar das pessoas em prol das empresas.

Porque não pensar em monitorizar o que já se diz da sua empresa ou marca? Porque não criar uma presença profissional da sua empresa ou marca nas redes sociais? Provavelmente alguns consumidores esperam que isso aconteça, que exista uma presença profissional e credível no local onde eles passam parte do seu tempo. Não para os encher com publicidade e incentivos de compra, mas para os esclarecer, informar, para estar disponível quando têm uma questão para colocar. Para fomentar uma relação de proximidade muitas vezes impossível no mundo real. E já agora, agindo correctamente e de forma não intrusiva, porque não aproveitar as redes sociais para divulgar a sua empresa, marca ou produtos?

A conclusão é clara, na minha opinião. As empresas podem continuar a ignorar as redes sociais e continuar a acreditar que elas não terão qualquer influência no seu negócio. E continuar a dedicar todos os recursos aos jornais, TV, rádio, direct marketing, e todos os meios tradicionais. Mas aquelas que melhor se adeqúem aos hábitos e anseios dos consumidores são as que terão mais sucesso. Sempre assim foi, ou o que é que acham que aconteceu quando apareceu a televisão? As empresas que acreditaram que deviam de apostar os seus esforços de marketing no meio mais popular para as pessoas foram as que conseguiram sucesso mais imediato na altura.

Se as empresas podem ignorar as redes sociais? Podem, não sei é durante mais quanto tempo!
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A internet faz parte dos Mass Media

Carlos Alberto Silva Venancio - Saturday, January 02, 2010

Durante os últimos dias de 2009 vi e li várias notícias e estudos acerca do acesso e utilização à internet em Portugal. Encontrei números e factos que suportam objectivamente aquilo que as pessoas que trabalham nesta indústria afirmam nos seus actos de venda: investir na internet pode ser rentável para as empresas.

No final do ano foi publicado pelo Observatório da Comunicação o estudo "A internet em Portugal 2009" com alguma informação sobre o modo como os Portugueses acedem e utilizam a internet. Segundo este estudo 38,9% da população Portuguesa tem acesso e/ou utiliza a internet. Em números redondos são cerca de 4 milhões de pessoas! Que outros meios de comunicação e informação chegam a tantas pessoas? Televisão, rádio, jornais? Sem dúvida, mas isto leva-me a uma conclusão: a internet não é um meio de nichos como por vezes se pensa, já não é uma forma de chegar apenas a alguns. A internet passou a ser um meio de massas que cresce a um ritmo alucinante; em teoria passou a ser possível comunicar na internet com tantas ou mais pessoas como se faz num anúncio transmitido em prime time na televisão.

Entre os muitos números interessantes publicados no mesmo estudo encontrei um que é de particular interesse para quem pensa utilizar a internet com fins empresariais: em 2009 67,6% dos internautas utilizaram a internet para procurar informação sobre produtos. Ora se não estiver enganado nas contas são mais de 2,5 milhões de pessoas. 2,5 milhões, um quarto da população portuguesa! Que outros meios de comunicação permitem a uma empresa chegar a tantas pessoas? Os meios ditos tradicionais, sem dúvida. Mas mais uma vez afirmo, chegou a altura da internet ser encarada como um meio de massas.

Claro que a pergunta legitima poderá ser: mas se eu publicar um anúncio na internet, como faço num jornal de grande tiragem ou num intervalo da telenovela da TVI, posso conseguir comunicar com o mesmo número de pessoas? Dificilmente! Claro que pode publicar um vídeo no Youtube que seja visto por milhões de pessoas, mas isso será uma excepção e nunca a regra. Mas isso não invalida que seguindo uma estratégia robusta consiga comunicar com todas essas pessoas, não de uma vez, não com uma actividade apenas, mas pode conseguir. Daí que eu afirme que a internet é um meio de massas, não porque podemos falar com milhões de uma vez mas porque podemos falar com milhões utilizando-a correctamente.

Mas será que isto é uma desvantagem? Na minha opinião, não. Pode inclusive ser uma vantagem. Quantas pessoas que vêem o seu anúncio num jornal ou televisão pertencem ao seu público-alvo? Melhor, quantas não pertencem? E se você pudesse não pagar pelas visualizações que não lhe interessam? Quanto pouparia? Teoricamente, na internet isso é mais fácil, pagar apenas pela comunicação com o público-alvo certo!

Imagine um jornal que apenas é distribuído nas casas das pessoas que num futuro próximo estão interessadas em comprar o seu produto ou serviço. Imagine que neste mês de Janeiro existem 5.000 pessoas interessadas no seu produto ou serviço e que um jornal lhe diz que consegue uma tiragem exclusiva de 5.000 exemplares apenas para essas mesmas pessoas. Quanto estaria disposto a pagar para anunciar nesse jornal? Imagine que um canal da TV cabo consegue transmitir os anúncios dos seus anunciantes apenas nas casas das pessoas interessadas nos produtos e serviços desses anunciantes. Imagine que na sua televisão você estaria a ver um anúncio sobre uma viagem às Maldivas (porque você está a ponderar realiza-la) mas que na televisão do seu vizinho, que espera o segundo filho,  à mesma hora passa um anúncio sobre mobílias de quarto para bebé. Quanto estaria disposto a pagar para poder colocar os seus anúncios desta forma nestes meios de comunicação.

Imagine ainda que apenas pagaria consoante o número de pessoas que realmente viram o anúncio, e não por tiragens ou por shares de audiência. Pois esta forma imaginária de anunciar os seus produtos e serviços é aquilo que a internet, em teoria, lhe proporciona. Voltando aos 2,5 milhões de pessoas que utilizaram a internet para procurar produtos e serviços na web, todas elas terão encontrado a informação que procuravam. Mais ou menos completa, mais ou menos interessante. E não tiveram que ver outra informação sobre outros produtos para encontrarem o que queriam. Ah, pois é! Eles procuraram activamente essa informação, não levaram com ela quando estavam a fazer outra coisa, como ver televisão ou ler o jornal. Quanto estaria disposto a pagar por comunicar com alguém que activamente procura informação sobre o seu produto ou serviço?

Isto tudo para dizer que é chegado o momento de declarar a internet um meio de massas. Um meio de massas que permite comunicar com nichos. Que permite segmentar o público-alvo como poucos o conseguem. Um meio de comunicação que permite fazer aquilo que os anunciantes querem fazer nos outros meios há décadas: anunciar só e apenas onde é rentável. Alguém no início do século XX disse: "Sei que metade do que gasto em publicidade é dinheiro perdido, só não ser que metade". Pois eu diria que essa afirmação já não se aplica à internet, tenho a certeza que agora é possível diminuir essa metade de dinheiro mal gasto para bem menos que isso!

Para concluir quero explicar porque escrevi que as minhas afirmações seriam verdadeiras, mas em teoria. Em teoria porque tudo depende da maneira como se utiliza a internet, da estratégia que se define e das actividades que se levam a cabo. Tal como nos outros meios de comunicação é preciso apostar no que realmente interessa, não basta ir "para a internet" e esperar que as coisas aconteçam. Apesar de ser relativamente fácil marcar presença online, não se iluda, trabalhar a internet com rentabilidade para as empresas exige tanta ou mais especialização que trabalhar com outro meio de comunicação e interacção com o público-alvo. Por isso, em teoria é um meio fantástico de comunicação, na prática pode ser mais um sorvedor de dinheiro. Mas a escolha é sempre sua!

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